21.1.08

Sentado,
não sei bem onde estou
não sei bem que margem é esta,
não quero saber.
A visão que tenho daqui
Não devia pertencer a este mundo

Paraíso fúnebre
Ponte férrea
ofuscada pelo contemporâneo
que tenta igualar a obra-prima,
perspicaz idiotice

Morte macabra.
O rio de ouro...
águas de ouro
que esta ponte acolhe
e placidamente deixa passar,
livre

Então olhei para o lado
era a metáfora perfeita.
também o velho me sussurava algo inaudível
espancado pela idade
arrastado para bordo pela vida
nunca mais se lançará às águas
para viver,
sabe que não consegue nadar,
seria morrer...

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